Técnicas de análise de acidentes e Cultura de Segurança

Técnicas de análise de acidentes e Cultura de Segurança

Existem inúmeras técnicas de análise de acidentes, com vantagens e desvantagens, dependendo da profundidade da análise pretendida. Todas elas, no entanto, apresentam uma característica em comum, pretendem analisar a causa de um acidente. O ponto aqui é precisamente esse – o acidente já ocorreu. O objetivo na aplicação de uma técnica de análise de acidentes será encontrar uma causa raiz, tomar medidas para que não ocorra novamente. Mas estamos sempre a atuar à posteriori, estamos sempre a reagir a um acidente.

Será que investir tempo em analisar acidentes (e encontrar a raiz) é útil quando pretendemos implementar uma cultura de segurança?

 

A segurança em empresas trabalha-se segundo 3 fatores:

  • Meios
  • Processos
  • Pessoas

Claramente, uma análise de acidentes insere-se no fator processos, tentando enquadrar a causa dentro destes 3 fatores. Pode ter havido uma falha de meios (falta de proteção de máquinas por exemplo), mas isso também significa (eventualmente) que não tinha sido efetuada uma análise de riscos e perigos (fator processos) ou que as pessoas envolvidas não tenham a capacidade de identificar os perigos e riscos (fator pessoas).

Como ficamos, então? Qual a causa raiz? Meios, Processos ou Pessoas?

O ponto que gostaria de realçar nesta reflexão é que, muitas vezes, ao estarmos focados em encontrar a causa de um acidente, podemos descurar um dos principais fatores numa verdadeira cultura de segurança – as pessoas.

Podemos dispor dos melhores Meios, de Processos robustos e dos melhores técnicos de segurança, mas de pouco servem se as Pessoas não utilizarem os meios adequados, não cumprirem os processos estabelecidos e se o exemplo não vier de cima. Para existir uma Cultura de Segurança, devemos sempre partir do fator Pessoas, envolvendo-as nos processos e ouvindo a sua opinião.

Claro que efetuar uma análise cuidada a um acidente nos trará vantagens, mas não podemos cair na tentação de parar o processo numa só causa (causa raiz) porque na maior parte das vezes haverá mais que uma causa, onde as pessoas são esquecidas. Ainda que concluamos que a causa raiz esteja em meios ou processos, teremos sempre de validar, junto das pessoas, o que falhou. Ainda que concluamos que a causa raiz foi um comportamento indevido, devemos sempre analisar se os processos estão atualizados, e são do seu conhecimento, e se os meios à disposição são os adequados à tarefa em questão.

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1 comentário

Mto bom

Marcelo

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